Santa Cruz, Seja sempre santa melodia num ecoar de águas turbulentas E no voar de um pássaro cego à procura pela luz Santa Cruz, Tenha sempre no límpido céu As estrelas e a serenidade de seus ventos E cadentes a lembrar das imagens de uma flor de mel Santa Cruz, Seja sempre ninho provisório dos pássaros convictos Traga sempre a paz que o vento traz ao tocar meu verde E o amarelo que o sol latente traz ao queimar meu rio Santa Cruz, Berçário das perfeições naturais Siga nessa nostalgia e receba Pássaro aspirando em vão Que na melodia de suas iguarias Encontra nas lágrimas e esperanças A luz que me traz a beleza de sua canção.
Pelo enfim, arriscou um menino Querendo saber do infinito A ser e ter o poder, D’um tão acreditado cultivo
E assim, começou a escrever Palavras que nem ele acreditava que poderia Brotaram versos pequeninos em seu primeiro sofrer E assim iniciou seus momentos de poesia
Fez-se então um rabiscado caderninho Que no começo era somente razão Mas, devagarzinho foi se apegando ao carinho Que aprendeu a ter pelo oscilar de teu coração
E no primeiro fim, a vida era bem mais verdadeira Mais do que ele pequenino acreditava E assim, ele se fez sozinho, pelas manhas derradeiras Correndo pelas alvoradas
E o caderno, marcou um precoce trajeto Onde o garoto, teimoso e sem tino Ascendeu pela sua noite, num tempo completo, Onde se fez poeta, e nunca mais menino
No quarto, à luz da lua, Reflete na parede uma fotografia Uma foto escrita, e sua E no cantinho, versos rabiscados em minha tão distorcida grafia. Aquela foto que data um tempo Onde não se tinha data Nem se temia, nem se entendia o chegar de uma saga Somente se amava, às loucuras do vento. Rosa dos ventos que por uma lente jogou 7 cores Formando uma só, a sua imagem Mas, quebrou-se diluindo-se em 1000 dores. E assim, fica no quarto a sua fotografia A pintura de nossa vida, A sua figura e a minha grafia.