A comunidade do litoral de Santa Cruz, através da Associação dos Amigos do Piraquê-Açu em Defesa da Natureza e do Meio Ambiente (AMIP), juntamente com várias entidades, está se mobilizando para criação na região do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) de Santa Cruz e da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas.
Segundo o Ibama, a APA Costa das Algas, com área de aproximadamente 112.545 hectares, tem como objetivos: proteger a diversidade biológica dos ambientes marinhos colonizados por bancos naturais de algas calcárias e não calcárias e fauna associada, com representantes dos diversos grupos taxonômicos marinhos; proteger espécies migratórias como peixes pelágicos, mamíferos e tartarugas marinhas que utilizam a área para alimentação e abrigo e reprodução; ordenar o processo de ocupação da orla marítima e recuperar a vegetação de restinga da faixa costeira e confrontante às praias da região; adotar medidas de ordenamento e gestão da atividade pesqueira, visando a recuperação dos estoques pesqueiros que ocorrem na região, com especial enfoque para a sustentabilidade das pescarias artesanais e de pequena escala praticadas pelas comunidades costeiras da região.
E ainda: adotar medidas que propiciem a capacitação, valorização e organização do setor pesqueiro na área da UC, visando a melhoria da renda e condições de trabalho das comunidades pesqueiras da região; proteger os depósitos de sedimentos biodetríticos e nódulos calcários, importantes para a produtividade biológica da região e para o equilíbrio dinâmico da linha de costa.
Já o Revis da Santa Cruz, com área de 32.562 hectares, ainda segundo o Ibama, tem como objetivos: não permitir a extração e coleta de sedimentos biodetríticos e nódulos calcários; não permitir a coleta manual ou mecanizada de algas calcárias por pessoas jurídicas ou destinadas a estas. E sujeitar às regulamentações a serem definidas no plano de manejo 'a coleta manual ou mecanizada de algas não calcárias por pessoas jurídicas, prevista na IN 46/2004 do Ibama". Será permitida a coleta manual por pescadores profissionais de algas não calcárias e de algas arribadas, prevista na IN 46/2004 do Ibama, a qual será objeto de regulamentação pelo plano de manejo; a coleta de algas arribadas em praias de interesse turístico será permitida mediante autorização do Ibama, na forma da IN 46/2004.
“A Amip entende que os pescadores devem continuar a aproveitar as algas como um complemento da sua renda e não como fonte principal. Desta forma, e com a ajuda das unidades marinhas, seria possível desenvolver um projeto com apoio técnico e científico que orientasse a quantidade que pode ser coletada de algas arribadas e que não comprometerá a fauna na região”, ressaltou Luis Cláudio Ribeiro, da Associação dos Amigos do Rio Piraquê-açu (Amip).
NAO DEIXE DE LER , veja a seguir:
Projeto Arca de Noé : programa desenvolvido na região de Santa Cruz por André Ruschi para educação ambiental.
Para saber sobre o processo de criação das UCs Marinha Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz e a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, pesquisar nos links abaixo: